Como o varejo pode desvendar as reações emocionais do rosto humano

Você consegue controlar suas reações emocionais? Ao sentir raiva, nojo, tristeza, alegria, indiferença, entre outros, sabe passar uma ideia diferente do que realmente sente? Difícil, né? As expressões emocionais nos rostos humanos são uma característica dos mamíferos e servem para fornecer informações sociais para seus próximos. O rosto humano atual é uma evolução definida para compartilhar as emoções gerais, manifestadas pelos músculos faciais, todos ligados ao cérebro e ao subconsciente.

Acredite se quiser, mas o Google e o Facebook já descobriram como ler as emoções humanas!

A tática dos gigantes da tecnologia sempre foi rastrear seus passos na internet e saber os seus interesses, hábitos para assim oferecer um conteúdo personalizado. O problema é que esses dados ainda são técnicos demais. Ignoram variáveis, estão presos às palavras chaves, números de acesso e até mesmo não conseguem identificar se realmente é a mesma pessoa que utilizou o dispositivo em todos os acessos.

Por isso, o Google e o Facebook estão investindo pesado na biometria facial.

Dentre as emoções humanas que nos fazem agir, destacam-se seis os mais importantes: alegria, tristeza, surpresa, raiva, medo e nojo. Quatro são, geralmente, negativos (raiva, tristeza, medo e nojo), um é positivo (alegria) e outro é neutro (surpresa). Pesquisas estão sendo feitas em âmbito físico-químico e o reconhecimento dos estados emocionais tem esclarecido muito sobre a relação entre a química orgânica e o cérebro e entre este e o comportamento na tomada de decisão.

A ideia das empresas é reconhecer as emoções faciais para substituir senhas e desencadear interações além do toque ou por voz. Mais do que isso, a ideia é desvendar o sentimento dos usuários de dispositivos e saber sua reação com determinadas ações. Essas técnicas são chamadas de “deep leanirg” (aprendizagem profunda).

A Google apresentou recentemente o FaceNet, um dos mais completos sistemas de reconhecimento facial que opera com 86% de precisão. Já o Deep Face, projeto do Facebook, promete 97% de precisão. Empresas como a Microsoft, a Baidu e Yahoo também estão correndo atrás da área do “deep learning”.

No ramo da publicidade e marketing, antes de produtos serem produzidos em escala, vários testes que medem a reação dos consumidores para avaliar a aprovação de determinado lançamento são realizados. Empresas como a Honda Motor, a Unilever, a Procter & Gamble e a Coca-Cola são algumas delas. Afinal, prever um problema em anúncio, embalagem ou publicidade é melhor do que encarar o problema com o produto já no mercado.

Com o tempo, o varejo poderá incrementar essa novidade de biometria facial para conhecer mais o seu consumidor. O tempo que ficou olhando um produto, sua reação à ele, ou até mesmo se mostrou para outra pessoa. É dessa forma que o PDV poderá compreender melhor seu público alvo e o potencial de seus produtos. E eu, daqui, saberei se você gostou ou não do texto. Promete.

Com informações: O Negócio do Varejo, Exame.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.