Como redes de varejo podem aprender com o setor de luxo

O consumo de luxo tem um público fiel que busca qualidade, status e também uma experiência única de compra. No Brasil, essa vertente que vai ganhando notoriedade com a ascensão de classes, serve mais para influenciar o varejo no geral do que apenas servir como sonho de consumo de grande parte da população. E isso é importante para o mercado se renovar, afinal, o sonho de muitos empresários é ter como base para o seu negócio o reflexo de lojas de grande porte, de marcas exclusivas.

Mas como ocorre essa influência?

Se os shoppings vivem um grande momento no país, o mercado de lojas conceito, de marcas famosas internacionalmente e com público seleto, vão ditando o nível de apresentação e serviços para outras ao redor. E essas marcas luxuosas estão sempre se modernizando e otimizando a experiência de compra de seu exigente público.

Em Birmingham, no Reino Unido, a rede de lojas de departamentos Harvey Nichols inaugurou recentemente uma megaloja que impressiona. Ela remodelou seu ponto de venda no Mailbox, um centro de compras multiuso no centro da cidade.

Reaberta em 31 de julho, com 4.500 metros quadrados e 200 funcionários (40 apenas para serviços de hospitalidade), a unidade ganhou um visual caprichado: espelhos de 360 graus — cujas imagens podem ser compartilhadas nas redes sociais e no aplicativo da empresa. Ela ainda conta com valets no estacionamento e um amplo serviço de concièrge.

A diretora criativa e de marketing, Shadi Halliwell, diz que a ideia era fazer a loja baseada na funcionalidade e estilo de um hotel. Segundo ela, “os clientes disseram adorar o tipo de serviço que recebem em hotéis, em que todas as suas necessidades e desejos são atendidos pelos colaboradores”.

Na entrada, os clientes são recebidos pela maior tela digital da cidade e, depois, um túnel imersivo na entrada, que conta com telas LED que refletem o clima do dia (neve, folhas, bosques). Depois eles são recebidos pelos “concièrges de estilo”, que utilizam tablets no atendimento para realizar a escolha do produto ao pagamento — somente na área de beleza existem terminais PDV.

Além disso, a Harvey Nichols possui telas por toda parte, oferece um amplo serviço de pagamentos móveis, apresenta um novo app para os clientes fidelidades e fornece a integração da loja às redes sociais. São mais de 200 marcas presentes no local, entre artigos femininos, masculinos, beleza, alimentos e vinhos.

“É um momento histórico para nós, pois a loja antecipa o que será o futuro de nossa marca”, afirma Stacey Cartwright, CEO da Harvey Nichols.

Esse é o pensamento de quem sabe a importância de oferecer a melhor experiência ao seu cliente. E não precisa vender luxo, basta confiar no que vende e modernizar tanto o atendimento quanto o marketing.

Com informações: Exame, Portal No Varejo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.